Caso de cliente · Food service e franquias
78 franquias passam a faturar com o e-commerce da rede.
O canal que canibalizava a venda das lojas passou a vender por elas: estoque virtual unificado sobre o ERP que a rede já usava, roteirização por CEP e o faturamento de cada pedido no caixa do franqueado. E o e-commerce virou ativo na venda de novas franquias: cada território à venda mostra a receita que o canal já gera ali.
O desafio
Uma rede de franquias de produtos naturais, com 78 lojas pelo país, operava um e-commerce central. E o canal, que deveria somar, estava dividindo: o cliente conhecia a marca na loja da cidade dele, fazia a primeira compra no balcão e depois migrava para o site. O franqueado via a própria clientela comprando da matriz. A frase que chegava das lojas resumia o clima: a rede vendia para os clientes deles.
O impasse tinha uma camada a mais. O franqueador também era o fornecedor: cerca de 70% do catálogo era produto de marca própria, e só 30% vinha de terceiros homologados. Qualquer venda girava o estoque da matriz, em qualquer canal. Mas uma rede de franquias só é saudável se a ponta ganha, e a ponta estava perdendo.
Trocar tudo não era opção. A rede inteira já operava o mesmo ERP, integrado entre matriz e lojas, com contratos vigentes, e-commerce rodando e logística montada no hub de distribuição. Migrar para uma plataforma nova, zerando o que existia, custaria caro demais em dinheiro, esforço e risco.
A solução
O projeto fez o caminho inverso da troca de plataforma: construiu por cima do que já existia, em três frentes:
- Estoque virtual unificado. Uma camada de inteligência passou a ler o ERP que a matriz e as lojas já compartilhavam, mapeando o estoque da rede inteira, do hub de distribuição a cada franquia. Nenhum sistema foi trocado.
- Barramento de integração. O e-commerce deixou de se abastecer só do estoque central e passou a consumir o barramento, enxergando a rede como um estoque só, com disponibilidade em tempo real.
- Roteirização inteligente por CEP. A cada pedido, o sistema compara as lojas candidatas por distância, frete e prazo. A mais próxima nem sempre vence: uma loja de capital a duzentos quilômetros podia entregar mais rápido e mais barato que a vizinha do interior. A decisão é da regra, caso a caso, com retirada em loja e entrega local onde havia estrutura.
O e-commerce deixou de competir com as lojas. Passou a vender por elas.
O pedido em execução
- Cliente
Informa o CEP no e-commerce e vê disponibilidade, frete, prazo e a opção de retirar na loja próxima.
- Sistema
Compara as lojas candidatas: estoque no ERP, distância, custo de frete e tempo de entrega.
- Franqueado
Recebe o pedido na loja escolhida, separa e entrega: pelo balcão, por motoboy ou pelo envio.
- Rede
A venda entra no caixa da loja. O estoque gira, e a reposição volta para a matriz.
A venda do site sai da loja da região. Quem fatura é o franqueado.
Os resultados
78
lojas
integradas ao estoque virtual do e-commerce à época do projeto.
12
meses de histórico
de receita por território, anexados à venda de cada nova franquia.
1
estoque virtual
para a rede inteira: o pedido online é roteado por CEP e vendido pela loja mais próxima.
Lojas menores, de cidades com pouco fluxo, passaram a vender pelo impulso do canal digital. O franqueado ganhou motivo para divulgar o e-commerce na própria região, com campanha local, sabendo que a venda voltava para o caixa dele; nas praças de menor demanda, essa divulgação virou regra da rede, já que o canal chegava pronto, sem custo de construção para o lojista.
Para o franqueador, o efeito foi além da operação. Com doze meses de histórico por território, vender uma franquia mudou de conversa: o candidato via a receita que o e-commerce já gerava na região onde a loja abriria, antes de assinar. E o canal cresceu até se tornar a unidade que mais fatura da rede inteira. Nos contratos seguintes, a participação no e-commerce virou item negociado do próprio contrato de franquia: o que nasceu como fonte de conflito terminou como ativo do modelo de negócio. A rede, que tinha 78 lojas na época do projeto, mais que dobrou de tamanho desde então.
O sistema novo não substituiu nada. Ele leu o que já existia. ERP, e-commerce e logística seguiram no lugar; a camada de inteligência por cima deles resolveu um problema que parecia exigir a troca de tudo. Decidir o que preservar e o que construir é o primeiro entregável do diagnóstico.
Um desenho como esse começa por uma conversa sobre a operação.
Conversa inicial com a Nera. A leitura dessa conversa indica qual recorte da operação faz sentido iniciar e por qual pilar.
Atendimento por agente de IA. Resposta em segundos.